Me lembro de cada segundo daquele tempo que para mim era meramente o verdadeiro sentido de felicidade...era também ingenuidade. Me lembro da calçada de cimento, me lembro da rua e da molecada, me lembro dos vizinhos e da amiga de verdade, me lembro da minha família, do esforço do meu pai, chegando da lida descascando a pelo queimada do sol. Me lembro da mãe que com muita dedicação cuidava da pequena casa, que para mim era um castelo. Me lembro da madrinha e do padrinho e dos presentes que sempre traziam ansiedade e felicidade.
Aquele tempo, naquele lugar...era tudo tão puro, tudo tão mágico...se tem um tempo que queria de volta, era esse tempo, com poucos recursos, com pouco muito pouco, mas com muito ...MUITO... da leveza da vida, do sonho infantil do amor paterno, de tudo que se foi, e que junto com sua partida me fez adulto, com um certo amargo que todo adulto tem e com falta do doce que toda criança tem...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
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